sexta-feira, 16 de julho de 2010

Borboleta Cap3



Eu estava cansada da minha casa,do meu jardim, de tudo então resolvi ir a uma cachoeira, lá tinha o som dos passarinhos cantando alegremente, da água caindo, da brisa sobre meu rosto, e lá tinha muitas borboletas, então era um lugar que me fazia bem, resolvi entrar na água, para me sentir mais leve. Deu certo, eu estava bem mais leve. De repente eu estava feliz, por mais sofrimento que o Richard me trouxesse, eu estava bem.
Eu comecei a escutar barulhos na mata, fiquei com medo, paralisei. Mas não era o meu problema, talvez fosse a minha solução. Quem estava ali, a fazer barulhos, era um garoto lindo feito um Deus, ele tinha cabelo arrepiado, olhos cor de mel, ele era incrivelmente lindo. E ali estávamos só eu e ele... Ele se aproximou, entrou na água, e sem ao menos trocarmos uma palavra, nos beijamos, quando paramos decidi perguntar:
- Qual é o seu nome?
De repente o despertador toca e minha mãe grita:
Ana, as férias chegaram ao fim, isso significa: Escola.
Não acredito, mais um ano indo à escola, que saco, eu tinha problemas, não conseguia me concentrar em nada na escola, mas mesmo assim resolvi ir, para não levantar uma discussão com minha mãe. Coloquei uma calça jeans uma regatinha e um bolero jeans, bem simples, fazia tempo que eu não me arrumava, eu me vestia de qualquer forma.
Na hora do intervalo, uns garotos novos estavam comentando sobre uma cachoeira que havia na cidade vizinha, de longe eu fiquei escutando a conversa, e me interessei muito, seria minha cachoeira dos sonhos? A cachoeira que me deixava leve? A cachoeira na qual eu tinha encontrado a minha solução?
Na hora da saída, fui perguntar para eles o endereço certo, eles passaram. Então sem avisar ninguém, eu fui para lá, com a minha moto dos anos 60.
Lá não era exatamente como no meu sonho, mas era lindo, tinha o som dos passarinhos, o barulho da água, tinha borboletas, então estava muito bom, melhor do que o meu quarto, ou até mesmo o jardim de casa. Assim como no sonho, resolvi entrar na água. Senti a mesma leveza do sonho, eu estava sozinha, e esperava que acontecesse como no sonho. E aconteceu, eu vi um garoto, mais com a aparência diferente, não era lindo como um Deus, era incrivelmente lindo, mas de uma maneira diferente, ele era moreno, com olhos castanhos, a pele lisa, ele era muito bonito.
Dessa vez trocamos olhares, e começamos a conversar, até que nos beijamos.
Resolvi perguntar:
-Qual é o seu nome?
- Ele sorriu e disse: Diogo, e você?
- Ana, respondi.
Ficamos ali, juntinhos a tarde inteira. Então o meu celular toca, era a minha mãe, eu estava tão feliz, que tinha perdido a noção do tempo, já era de noite. Ela estava preocupada:
- AANA! Minha filha, aonde você está? Eu estou aflita aqui.
- Eu vim com o pessoal do colégio em um shopping, logo logo estarei em casa, não se preocupe.
- Olha Ana eu não me importo que você saia com os teus amigos, mas não custa nada avisar, além disso o Richard ligou, está atrás de você que nem louco.
Droga, logo quando eu estou bem, estou feliz, estou sonhando, aparece o meu pior pesadelo.
- Ok Mãe, obrigada.
- Diogo, se eu me importasse um pouco com a aflição de minha mãe, eu teria que ir embora agora...
- Mas? ....
- Como eu não me preocupo, podemos ficar mais um pouco.
Eu não queria ir, queria ficar o tempo todo com ele. Mas já estava ficando de madrugada, então resolvi pedir um contato. Ele me deixou o número do celular, e eu deixei o meu com ele.
Já era mais ou menos 1:00 da madrugada, quando eu estava chegando em casa. Quando eu chego, advinha quem estava parado em frente ao meu portão? É ele mesmo o meu pior pesadelo:
- Pelo visto você está de namoradinho novo não é Ana?
- Não! Por que você acha isso?
Eu não poderia contar, Porque o Diogo, um inocente poderia até perder a vida, por minha culpa.
- Porque você nunca sai de casa, e de uma hora pra outra resolve sair?
- Eu não lhe devo satisfações sobre a minha vida, mas só porque estou cansada e preciso dormir e para evitar confusão, fui ao shopping, algum problema nisso?
- Não, mas se eu descobrir que você está mentindo pra mim, ai ai ai Ana.
Eis que meu celular toca, era ele o meu anjo, a minha solução, o meu Diogo. Mas eu não poderia atender, o Richard iria ver e iria questionar. Tarde demais, ele tinha visto o nome do Diogo no identificador de chamadas.
- É parece que você conheceu gente nova no shopping. Você tá mentindo pra mim Ana?
Ele levantou a mão pra mim, ele me bateu.
- Já chega, sim eu conheci gente nova, mais isso não é do seu interesse, por favor me deixa em paz, por favor.
- Se eu descobrir quem é, eu acho melhor você dá um ADEUS pro seu amiguinho.
- Não enche.
Entrei e bati a porta na cara dele, eu estava rezando para que ele não entrasse atrás de mim. Por sorte ele foi embora.
E agora? eu tinha arrumado um problema e uma solução. Estar com Diogo me fazia muito bem, porém, se fossemos visto juntos em público, ele poderia até perder a vida. O Richard não nos deixaria em paz jamais. Mas o fato é eu estava me sentindo viva, eu estava muito bem, por um momento eu esqueci de todo o sofrimento que eu suporto por conta do Richard. Mas seria egoísta fazer o Diogo sofrer por conta disso. Eu estou apaixonada, eu estou encantada, mas que pena que eu não vou poder viver essa história de amor.

2 comentários:

Cleber Artner disse...

Ótimo texto *-*
e ainda tem gente que assiste novela da globo com tantos blogs melhores pra ler
bjs
parabéns ;*

Verônica disse...

É...isso acontece muito na vida real, na busca de soluções complicamos ainda mais a situação...
Bela abordagem, continue assim....to amando...

Beijos
Mami

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